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Mostrando postagens com o rótulo PENSAMENTO PROFUNDO

PRISÕES MENTAIS E EMOCIONAIS

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       Muitas vezes, em momentos de carência afetiva e fragilidade emocional, tornamo-nos alvos fáceis de pessoas ou organizações que se aproveitam de nossa vulnerabilidade. Esses grupos costumam se apresentar como espaços de acolhimento, oferecendo atenção excessiva, elogios constantes e uma sensação imediata de pertencimento. Inicialmente, tais demonstrações parecem preencher vazios emocionais profundos, criando a ilusão de cuidado genuíno e proteção.      Entretanto, com o passar do tempo, esse acolhimento se revela uma estratégia de controle. Aos poucos, o indivíduo passa a ser condicionado a pensar, agir e sentir de acordo com regras rígidas impostas por uma liderança que não admite questionamentos. Sem perceber, a pessoa se vê aprisionada em um sistema que limita sua liberdade de pensamento, desencoraja o senso crítico e promove o afastamento gradual de familiares e amigos, considerados influências negativas ou ameaças à “verdade” do grupo. A s...

Lições atuais dos Três Cestos

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  Lições atuais dos Três Cestos O Tipitaka , conhecido como os “Três Cestos”, é um conjunto de ensinamentos do budismo dividido em três partes: Vinaya Pitaka – regras de conduta para a comunidade; Sutta Pitaka – discursos e ensinamentos do Buda; Abhidhamma Pitaka – reflexões filosóficas e psicológicas. Hoje, mesmo em sociedades modernas e ocidentais, esses escritos trazem lições valiosas: Disciplina e ética : a importância de viver com respeito, honestidade e compaixão. Atenção plena (mindfulness) : aprender a estar presente e consciente das nossas ações. Equilíbrio interior : cultivar serenidade diante das dificuldades da vida. Assim, os Três Cestos não são apenas textos antigos, mas um guia para quem busca paz interior e convivência harmônica no mundo atual.

POR UMA SOCIEDADE DISPOSTA A QUESTIONAR

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      Ter uma mente questionadora é como ter um farol que ilumina o caminho da curiosidade e do conhecimento. Aqui estão alguns benefícios de cultivar essa mentalidade .      Questionar nos leva a explorar novas ideias e perspectivas. Isso nos ajuda a crescer como indivíduos, expandindo nossos horizontes e nos tornando mais abertos e receptivos a mudanças.      Uma mente questionadora é essencial para a resolução eficaz de problemas. Ao questionar as suposições e examinar as causas subjacentes, podemos encontrar soluções inovadoras e criativas para os desafios que enfrentamos.      Questionar informações e buscar evidências nos permite tomar decisões mais informadas e fundamentadas. Isso é crucial em um mundo onde somos constantemente bombardeados por informações de diversas fontes.      A curiosidade é o motor do aprendizado contínuo. Ao fazer perguntas e buscar respostas, estamos constantemente aprendendo ...

ENTENDA O VALOR QUE VOCÊ TEM

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             Reconhecer o próprio valor é um ato de coragem e amor-próprio. Muitas vezes, as vozes externas tentam nos convencer de que somos insuficientes, mas a verdade é que cada indivíduo é único, com talentos, histórias e perspectivas que ninguém mais possui.      Nosso valor não é determinado pelas opiniões alheias, pelas conquistas materiais ou pelos erros que cometemos. Ele está enraizado na essência de quem somos, na nossa capacidade de aprender, crescer e tocar a vida dos outros, mesmo que de forma silenciosa.      Entender o próprio valor é libertador, porque nos permite estabelecer limites saudáveis, buscar o que nos faz bem e deixar para trás o que nos diminui. É um lembrete de que merecemos respeito, amor e a oportunidade de viver em plenitude.      Valorizar-se não é um ato de egoísmo, mas um reconhecimento de que, para contribuir verdadeiramente com o mundo, precisamos primeiro nos cuida...

Amor e caridade no Budismo

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     Qualidades virtuosas podem ser encontradas em diversas vertentes da humanidade, incluindo a religião.      No Budismo, o amor e a caridade são entrelaçados na prática de metta (amor bondoso) e karuna (compaixão). Esses ensinamentos nos guiam para uma visão mais ampla e generosa da vida, onde a prática do amor está alinhada com a capacidade de acolher o sofrimento alheio e se tornar uma presença transformadora.      Metta , ou amor incondicional, vai além do apego e das expectativas. Esse amor busca o bem-estar genuíno de todos, sem distinção, e convida a nos libertarmos da ideia de posse ou de benefício próprio. O verdadeiro amor, segundo o Buda, é desejar profundamente a felicidade do outro, compreendendo suas imperfeições e impermanências, mas acolhendo-o com ternura e compreensão.      A karuna , ou compaixão, é um chamado para reconhecer o sofrimento no mundo e responder com uma atitude de cura. No budismo, entende-s...

A SOBREVIVÊNCIA DO MAIS APTO

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       Particularmente, aprecio muito as palestras de Mário Sérgio Cortella. Uma delas destacou um raciocínio sobre as teorias de Darwin.        A frase "a sobrevivência é do mais apto e não do mais forte" nos leva a uma reflexão sobre a natureza da adaptação e do sucesso em diferentes contextos, não apenas na biologia, mas também na vida social e emocional. Em uma palestra de Mário Sérgio Cortella, ele provavelmente ampliaria o conceito de aptidão para além da força física, abordando a importância da inteligência emocional, flexibilidade e capacidade de se ajustar a novas realidades.      Ser "apto" significa ser capaz de se moldar às circunstâncias, de aprender com as mudanças e desafios que surgem ao longo do tempo. A força, por outro lado, pode ser vista como um atributo fixo, que, sem a capacidade de adaptação, muitas vezes se torna irrelevante diante de novos cenários. A sobrevivência do mais apto, então, envolve a capaci...

GABRIEL E MIGUEL - DOIS ANJOS

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    Gabriel, Com uma expressão contemplativa diz:  "Miguel, estive pensando sobre o profeta Daniel. Quando lhe dei a visão sobre os tempos vindouros e os reinos deste mundo, pude sentir a profundidade da sua preocupação. Ele é um homem justo, dedicado ao Senhor, mas a carga que lhe foi revelada... será que é demais para ele suportar?" Miguel, Com uma postura firme, mas com um brilho de empatia nos olhos reponde: "Daniel é forte, Gabriel. Seu coração está cheio de sabedoria e fé inabalável. Ele orou, jejuou e buscou entendimento com uma sinceridade rara entre os homens. A graça do Altíssimo está sobre ele, e isso o sustenta. Mas eu entendo sua preocupação. As visões que lhe foram concedidas mostram a ascensão e queda de impérios, a luta do povo de Deus contra o mal. Isso poderia abalar até os mais fortes." Gabriel Assentindo diz:  "Sim, as visões que lhe revelei sobre o fim dos tempos e o reino do "Príncipe do Norte" o deixaram perplexo. Ele não conseg...

O DIÁLOGO ENTRE SEM E SUA ESPOSA DENTRO DA ARCA DE NOÉ

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  Sem, filho de Noé, estava cansado e repousava com sua esposa em seu espaço dentro da Arca. Olhando para as águas revoltas além da arca diz a ela: "Parece que o mundo inteiro foi engolido por este dilúvio. Toda a terra que conhecíamos está submersa, e só restamos nós e esses animais. Será que o mundo algum dia voltará a ser como era?" A esposa de Sem, c om um tom suave, tentando confortá-lo diz: "Eu não sei se o mundo será o mesmo, mas acredito que ele florescerá de novo. A chuva vai cessar, e a terra encontrará seu equilíbrio. Nós estamos aqui por um motivo, Sem. Seu pai foi escolhido por Deus, e nós herdamos essa responsabilidade." Sem, dando um suspiro profundo responde: "Sim, fomos escolhidos... mas por quê? Olho para essas águas, e me pergunto: qual era a falha do resto do mundo que os condenou? E se formos falhos também? Como podemos garantir que seremos melhores?" A amada de Sem, c olocando a mão em seu ombro fala: "Talvez não devamos buscar s...

A FOLHA CAI NA FLORESTA E NINGUÉM VÊ

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       "Se uma folha cai no meio da floresta e ninguém vê, será que ela caiu mesmo?"         Essa questão remete à clássica reflexão filosófica sobre a percepção da realidade, muitas vezes associada ao idealismo de Berkeley, que propôs que a existência das coisas está vinculada ao fato de serem percebidas. Se uma folha cai na floresta e ninguém está presente para vê-la, ouvir o som ou sentir o impacto, sua queda realmente ocorreu no sentido objetivo? Ou será que, sem uma consciência para testemunhá-la, sua existência e seu evento são meramente potenciais, não reais?      Por um lado, a realidade objetiva nos diz que a folha cai independentemente de qualquer observador. A gravidade continua a atuar, as leis da natureza não dependem da nossa percepção, e o evento ocorre como parte de um processo físico que transcende nossa capacidade de testemunhá-lo. Nesse sentido, o universo opera de forma indiferente à presença humana, e o que...

A esposa questiona a Epicuro, o Filósofo

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          Se imaginarmos que Epicuro, um dos maiores filósofos da Antiguidade, tivesse uma esposa, ela provavelmente teria uma posição interessante e privilegiada para fazer questionamentos sobre suas ideias filosóficas. Com isso em mente, aqui estão algumas indagações que ela poderia ter feito: Sobre a busca pela felicidade: "Epicuro, como podemos conciliar o prazer simples e a ausência de dor com os desafios da vida cotidiana? Não seria necessário algum sacrifício para alcançar o prazer duradouro?" Sobre os prazeres do corpo e da mente: "Você afirma que os prazeres mentais são superiores aos do corpo, mas como podemos priorizá-los quando as necessidades físicas muitas vezes parecem tão urgentes?" Sobre a ausência do medo da morte: "Se não devemos temer a morte porque ela é apenas a ausência de sensação, como lidar com a perda de entes queridos e o vazio que isso deixa em nossas vidas?" Sobre os deuses: "Você diz que os deuses existem, mas não se...

O diálogo entre um jovem discípulo e Leonardo Da Vinci

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       Discípulo: Mestre Leonardo, eu anseio por entender a essência do universo. Como podemos conhecer a verdade das coisas?      Leonardo: A verdade, meu jovem, não se revela em palavras ou fórmulas. É como uma sombra, uma impressão sutil na parede de uma caverna. Devemos buscar, não pela certeza, mas pelo entendimento.      Discípulo: Então, como saber o que é real? Como distinguir a realidade das ilusões?      Leonardo: A realidade, meu caro, é tanto o sonho quanto a vigília. Somos prisioneiros de nossas percepções. Apenas através da observação cuidadosa e do questionamento incessante, podemos rasgar o véu que encobre a essência das coisas. Discípulo: Mas mestre, se somos prisioneiros, não há esperança de liberdade?      Leonardo: A liberdade não está em escapar das correntes, mas em compreender sua natureza. Assim, poderemos nos mover com leveza mesmo dentro dos limites que nos foram impostos. A m...

A MENINA E A ÁGUIA

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     A menina estava sentada perto de um pequeno galho, seus olhos fixos no casulo preso ao tronco de uma árvore. Ela observava com curiosidade cada movimento minúsculo que surgia de dentro dele. A borboleta estava prestes a romper sua prisão de seda, e a menina, fascinada, mal piscava. "Você está tentando sair, não é?" sussurrou a menina para o casulo, imaginando que, de alguma forma, a criatura dentro pudesse ouvi-la. "Deve ser tão difícil... mas aposto que você será linda." Enquanto ela observava, uma águia imponente, pousada em um galho mais alto, olhava para a cena com seus olhos penetrantes. Com um movimento calmo de suas asas, a águia desceu suavemente até um galho mais próximo da menina. "Por que está tão fascinada?" perguntou a águia com sua voz grave, mas cheia de sabedoria. A menina olhou para cima, surpresa. "Estou vendo a borboleta tentar sair. Ela parece tão frágil, e eu me pergunto se deveria ajudá-la." A águia inclinou a cabeça, s...

O Menino e a Harpia

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            Olá meus queridos! Vamos refletir um pouco?     Diálogo entre o Menino e a Harpia Cena: Um menino está sentado no chão, desenhando números de 1 a 100 em uma linha reta, imaginária. Ele está concentrado quando uma grande sombra passa sobre ele. Ao olhar para cima, vê uma majestosa Harpia pousar perto dele, seus olhos brilhando de curiosidade. Harpia: — O que faz, pequeno? Por que desenha números no chão? Menino: — Estou desenhando os números de 1 a 100 em uma linha reta. Mas é um gráfico imaginário. Posso ver como eles se alinham na minha cabeça. — E você, Harpia, como imagina os números? Como eles aparecem para você? Harpia (pensativa): — Números? Não os vejo como uma linha reta. Para mim, eles são círculos no ar, como correntes de vento que se repetem, girando em ciclos eternos. Não seguem em uma direção; eles voltam e se conectam, criando formas. Menino (curioso): — Círculos? Que diferente! Para mim, eles só seguem em frente, de...